terça-feira, 12 de julho de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - junho 2016


Depois da traulitada na cabeça que foi o livro de maio, recebemos este aqui, A BALADA DE ADAM HENRY, mais um que eu amei (!!!!), do inglês Ian McEwan (outro autor do qual eu ainda não havia lido nada)uma leitura direta, organizada, fluida, rápida, precisa, até aparentemente superficial; mas, não se engane, nem por isso, leve ou fácil. 

O tema central, definitivamente, é a questão da recusa de um jovem (quase adulto) - e de seus pais, todos Testemunhas de Jeová - ao recebimento de transfusão de sangue, indispensável ao tratamento de uma leucemia em estágio avançado. Mas esse é apenas o tema central, como eu disse. Ao redor dele, gravitam muitas outras questões que envolvem matrimônio, profissão, confusão de sentimentos, expectativas frustradas, culpas, mágoas etc., que tornam a obra ainda mais interessante e complexa!!!

Todos os meses são criados novos grupos da TAG, no facebook, para a discussão da obra enviada. E, desta vez, vou tomar a liberdade de transcrever aqui, na íntegra, um dos comentários que li, que, na minha opinião, não poderia ter resumido melhor o meu próprio sentimento em relação à obra.

Agora, importante: 
se você pretende ler o livro e não curte SPOILERS
pare agora!!!! 
Depois, não diga que não o avisei!!!!! 
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

"Sempre senti o McEwan como um autor que aponta para sentimentos mais através das ações de seus personagens do que o contrário. A Balada de Adam Henry dá realmente uma sensação de superficialidade, até porque a própria protagonista está sempre se impedindo de ficar focada muito numa coisa, seja nos diversos casos de que trata, seja na relação com o marido. E a narrativa de certa forma acompanha isso, aquele cotidiano atribulado, em que casos antigos e memórias voltam em flashes e somem quase tão rapidamente quanto chegaram.

Por tratar os pensamentos e emoções dos protagonistas de forma bem direta, no começo a gente não percebe que tem uma coisa sempre escondida por trás da praticidade cotidiana dos personagens, o único detalhe que o autor nunca cita diretamente.

O momento em que Fiona se foca mesmo em algo, além da boa sequência dela com o garoto no hospital (e são de fato as duas cenas catárticas da narrativa, que têm uma relação bem próxima), é no final, então eu até entendo que seja exatamente quando há uma explosão, ligeiramente piegas inclusive, em que ela se abre pela primeira vez para analisar mais profundamente Henry e os sinais que ele tinha mandado, assim como o que significa seu casamento, uma relação que tem muito mais de conforto do que de paixão. 

Aliás, gosto de como funciona antes o relacionamento entre ela e o marido (que no início pode passar a impressão de ser um “garanhão” intragável, mas logo ganha uma aura um tanto patética), quase uma convivência entre duas crianças birrentas, incapazes de se comunicar para além das pequenas banalidades cotidianas, ambos precisando se recobrir da civilidade sem a qual não seriam os adultos respeitados que acreditam ser.

Achei que a explosão no final é uma despedida da ideia de ter um filho, pensamento que ela ainda não tinha conseguido abandonar totalmente (o choro começa quando o marido pergunta se ela estava apaixonada por Adam, impressão talvez compartilhada com o leitor, mas ao invés de paixão ela logo evoca a inocência do garoto). Porque senti que o livro, assim como tudo que li do McEwan até agora, não é sobre o grande conflito que ele levanta, as instituições, crises familiares, decisões quase impossíveis etc. Acho que isso é a gordura, um assunto pelo qual ele tem interesse e que ajuda a estruturar a história, mas não exatamente o tema de que quer tratar. É sim sobre a vida familiar da protagonista. 

O Adam Henry, de uma forma até meio desonesta por parte de Fiona, mas também inconsciente, é uma desculpa para ela resolver o relacionamento com o marido e finalmente botar para fora a frustração pela falta de um filho, algo que é levantado antes como uma questão aparentemente secundária, porque ela não quer pensar, não quer admitir como aquilo realmente a faz sentir. Então o garoto chega e se oferece para dormir em um quartinho na casa deles, com ela e o marido, fazendo um papel quase de filho mesmo. 

Eu desconfio que isso é evocado no momento em que a decisão sobre o futuro dele é retirada das mãos dos pais e colocada nas dela. Por algumas horas, Fiona foi de fato a guardiã do futuro do garoto, e as brigas subsequentes com os pais mostram que, após o encontro entre Adam e ela, Adam começou a questionar a autoridade paterna e a considerar a juíza como verdadeira merecedora do posto. Indo até um pouco mais além, ao questionar sua fé, de uma forma metafórica, ele abandona a igreja e tenta colocar sua vidas nas mãos do Estado e da Justiça.
(Autor: Leonardo Maran Neiva)"

Minha avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐

quarta-feira, 29 de junho de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ


Bem.... Filmes fofos, definitivamente, não são muito a minha praia. Mas, ontem, resolvi sair da minha zona de conforto cinematográfico e, com o maridão, fui assistir ao tal COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, película adaptada do romance homônimo, da londrina Jojo Moyes.

Tá.
Agora, ATENÇÃO!!!!


Se você ainda não assistiu ao filme, e detesta que te contem o final, 
PARE AGORA!!!! 
Tô avisando! 
Depois, não venha “jogar pedra na Geni”, porque eu vou rasgar o verbo!

*
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*
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Beleza, já que você ainda segue aqui, vamos lá: eu já havia assistido a alguns vídeos falando sobre o livro-base e, obviamente, sabia que, em algum momento, a coisa descambaria para a questão do suicídio assistido. Como o tema sempre me interessou, resolvi arriscar. E, embora o trailer do filme tenha me parecido extremamente idiota infantil, imaginei que essa infantilidade fosse ficar restrita apenas ao início da trama. Mas não foi isso o que ocorreu. Não mesmo. Não sei como se dá o desenrolar da narrativa no livro (porque não o li e NEM PRETENDO LÊ-LO), mas, definitivamente, no filme, o tema foi tratado de uma forma irritantemente superficial

Ok, eu sei que tem gente que chorou litros no cinema. 
Mas, sinceramente, ou essa gente é emotiva demais da conta, ou está precisando de obras mais densas e consistentes. Ou ambas.

Resumindo, o que está classificado, oficialmente, como romance/drama, foi tratado, na prática, como uma comédia romântica. E com uma atriz (Emilia Clarke, a mesma que faz a Daenerys, do Game of Thrones, que eu aaaaaaaaaamo) que, aqui, não me convenceu em NADIKA-DE-NADA quando chegou, efetivamente, o momento de ela demonstrar que não era apenas uma tonta atrapalhada engraçadinha, mas uma mulher apaixonada por um homem que havia... desistido de viver.

Abro um parêntese importante: como cristã que sou (ou pretendo tornar-me, um dia!), toda a análise que faço dos livros que leio e dos filmes ou peças teatrais que assisto vem revestida das minhas convicções religiosas, é claro. Não tenho como fugir disso (e nem o quero). E, nessa perspectiva, eu teria muito o que dizer sobre a questão do suicídio assistido e do pecado mortal que é o de atentar contra a vida (de outrem ou a sua própria), englobando aqui, obviamente, a participação de terceiros nesse intento (já que não se trata de um suicídio convencional, mas de um suicídio assistido). E, também nessa mesmíssima perspectiva, eu teria muito a dizer sobre a imensa misericórdia de Deus face às decisões (às vezes, totalmente equivocadas) que tomamos diante do nosso próprio sofrimento ou das pessoas que amamos. O que é certo é certo; o que é errado é errado. Sem relativismos, que relativismos não salvam. "Que seu sim seja sim e seu não seja não; o que passa disso, vem do maligno", já dizia Jesus Cristo. Então, atentar contra a vida (ou ajudar/apoiar alguém a fazê-lo) é SEMPRE errado, é SEMPRE pecado, é SEMPRE uma ruptura com o projeto de amor que Deus tem para o ser humano. Mas, em contrapartida, é inegável que toda a gama de circunstâncias e sentimentos envolvidos nessa decisão somente por DEUS é, em plenitude, conhecida; de modo que somente a ELE cabe o julgamento, porque, de fato, ELE é o único que perscruta os corações. É fato que a dor que a uns esmaga, a outros fortalece. Como, então, mensurar o sofrimento alheio? Por isso, não vou seguir por este caminho, até porque, neste filme, não foram abordadas, em momento algum, questões religiosas de quaisquer naturezas. Fecho o parêntese.

Entretanto, mesmo não tendo sido abordadas ESSAS questões, é inegável que a terrível decisão de tirar a própria vida - especialmente neste caso em que, diante da tetraplegia, isso não seria possível sozinho e dependeria da aprovação e da ajuda de terceiros - vem revestida de uma altíssima carga dramática, de modo que me parece perverso (e muito perigoso) que um tema de tamanha relevância e complexidade tenha sido tratado com tanta banalidade “leveza”.

Se, após uma sessão de um MAR ADENTRO ou de um MENINA DE OURO, por exemplo, saíamos todos sem chão, com fortíssimos questionamentos sobre o sentido da existência, querendo debater, com seriedade, sobre o assunto, agora, neste COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, enxugadas as lágrimas dos mais piegas, vamos todos ao Mc Donald's mais próximo pedir a promoção que se encaixe no cupom disponível e discutir sobre a classificação do nosso time de futebol no campeonato da vez. 

Afinal, refletir sobre o quê, se o que foi passado ali é que tudo foi muito bem feito, e que a interrupção da própria vida foi a melhor das decisões? 

Pois, no fundo, como continuar vivendo sendo um tetraplégico, né? 
Afffffff.... Mil vezes affffffffffffffff.

Minha avaliação pessoal (só por causa do cenário e da fotografia):
⭐⭐

terça-feira, 28 de junho de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - maio 2016

Este foi o kit que a TAG enviou-nos no mês passado (maio), com a obra 
O CAMINHO ESTREITO PARA OS CONFINS DO NORTE
do australiano Richard Flanagan.

Vamos lá: 
tenho muita dificuldade com narrativas que fogem ao “padrão convencional”, mais “linear”, se é que posso dizer assim...

Então, devo admitir que a primeira parte do livro foi extremamente complicada para mim, o que me levou a demorar uma eternidade para engatar a leitura (afffffffffffffff!). 

E, por várias vezes, pensei seriamente em abandoná-la porque as “idas e vindas” desse início da história demandavam uma atenção redobrada e um esforço hercúleo para tentar não ficar mais perdida que cachorro que caiu da mudança. E, para piorar, quando finalmente me acostumei ao estilo narrativo, o livro entrou numa pegada “romântica” que, naquele momento, me incomodou um monte.

Maaaaaaaaaaaaaaaas... 
Eu resisti! 

Animada e incentivada pelos comentários que eu ia lendo no grupo de discussão do facebook, eu resolvi levar a leitura adiante para saber o que viria depois dessas duas primeiras fases mais xaropes controversas.

E... 
Caramba, 
eu jamais me perdoaria se tivesse abandonado o livro! 
Que história, que soco no estômago! 

Especialmente a partir da metade do livro, tudo, absolutamente tudo, começa a fazer uma baita sentido! E até o tal romance que me desgostou tanto (primeiro, porque envolveu uma traição e, segundo, porque a narrativa me pareceu melada e fofa demais, face a toda a crueza da obra) teve sua razão de ser. Talvez aquela história de “amor”, mesmo que “torta” e estranha, tenha sido o único jorro de sentimentos ternos em meio à constatação do que a guerra – qualquer guerra – faz com as pessoas, roubando-lhe os últimos resquícios de humanidade.

Este é um livro que apresenta, com RI-QUE-ZA de detalhes, as situações absurdas às quais os prisioneiros de guerra australianos foram submetidos durante a construção da Ferrovia da Morte, não apenas pelos maus tratos dos japoneses, mas – também – pelos crescentes e contínuos surtos de epidemias tropicais, especialmente o cólera, cujos sintomas são descritos com (desesperadoras) minúcias.

Por isso:

SE VOCÊ NÃO TEM ESTÔMAGO FORTE,
NÃO RECOMENDO A LEITURA.
MESMO.

Mas, se isso não for um problema, 
te asseguro que será uma das melhores obras
 que você lerá em toda a sua vida! 

Porque a guerra, afinal, é apenas o pano de fundo. O livro é muito mais do que isso. Não é apenas um livro de guerra. É, fundamentalmente, um livro sobre a natureza humana em seu estado mais primitivo. É um mergulho naquilo que de mais nobre – e mais abjeto também – todos nós carregamos.

Minha avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐

E, para finalizar, deixo-lhes um "aperitivo":
“Isso deixava Choi Sang-min zangado com o mundo e com eles quando morriam. Deixava-o zangado porque não era culpa sua não haver comida ou remédios. Não era culpa sua haver malária ou cólera. Não era culpa sua eles serem escravos. Havia destino, e fora o destino deles e o seu estar ali, e fora o destino deles morrer ali, e o seu destino morrer aqui. Ele só tinha de fornecer o número de homens que os engenheiros japoneses precisavam a cada dia, garantir que fossem trabalhar e mantê-los no trabalho que os engenheiros japoneses queriam que fosse feito. E ele fez seu trabalho. Não havia comida e não havia remédios e a linha tinha de ser construída e o trabalho tinha de ser feito e as coisas terminaram como tinham de terminar para eles e para ele.”

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"ELE ESTÁ DE VOLTA" e "A ONDA" - OU: SOBRE A PERIGOSÍSSIMA TENDÊNCIA DO SER HUMANO EM TORNAR-SE MASSA DE MANOBRA


Eu não sou muito chegada em comédias, e isso não é novidade para ninguém.
Mas, na semana passada, encarei o ELE ESTÁ DE VOLTA, filme adaptado do romance satírico homônimo, do escritor alemão Timur Vermes, cuja sinopse você pode conferir AQUI.

E....
A-D-O-R-E-I!
Minha avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐
Trailer:

Então... Estudo o nazismo - e, especificamente, a doentia personalidade do Hitler e sua maléfica e absurda capacidade de persuasão - há muitos anos. Por isso, qualquer coisa que tenha a ver com o tema, direta ou indiretamente, me interessa. E foi nessa perspectiva que assisti a este filme, embora, no início, admito, sem "botar muita fé" em que pudesse extrair algo de relevante. Mas me surpreendi, muito positivamente, com a maneira como tudo foi construído. Não posso dizer o quão fiel o filme foi ao livro porque não o li, mas a película é meeeeeeeeeeeesmo bem interessante! 

É classificado como comédia? Sim. Há cenas hilárias. Mas o que me ganhou não foi o tom cômico da obra nem - tampouco - as atuações em si: foi a crítica feroz sobre o quão suscetíveis somos, todos nós, em maior ou menor escala, de nos tornarmos reféns de discursos absurdos, que começam com uma aparente "brincadeira de mal gosto", e que, aos poucos, transformam-se em verdades absolutas que passam a ser reproduzidas por milhares de pessoas, numa verdadeira (e altamente perigosa) histeria coletiva.

Eu poderia enumerar várias reflexões que consegui extrair do filme, mas não irei fazê-lo, para não estragar a surpresa! Mas recomendo, fortemente, que o assistam!!!! E corram, que ele está disponível no catálogo da NETFLIX!

Ah, e aproveitando o ensejo, também na Netflix, vocês poderão encontrar outro filme, nessa mesma pegada crítica, que, igualmente, suuuuuuuuuuuuper recomendo, que é o A ONDA, inspirado em fatos reais ocorridos em 1967, numa escola secundária da Califórnia, em que um professor resolve fazer um "experimento de autocracia" com seus alunos:

Cliquem AQUI para lerem uma crítica bastante interessante.
Mas, cuidado! Há spoilers!!!!

Minha avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐
Trailer:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

CCBB - A LÍNGUA EM PEDAÇOS

"Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar."


Fomos assistir ontem, no CCBB, ao espetáculo teatral A LÍNGUA EM PEDAÇOS, com texto original do espanhol Juan Mayorga e dirigida por Elias Andreato, baseado em O Livro da Vida, autobiografia de Santa Teresa d'Ávila, que, mística, poetisa (já disse que não falo "poeta"?), escritora e fundadora das "Carmelitas Descalças", foi - posteriormente - reconhecida como Doutora da Igreja. Aliás, uma das pouquíssimas mulheres que receberam essa honra.

Em cena, apenas 2 (brilhantes!) atores, Ana Cecília Costa e Joca Andreazza, representando um diálogo fictício (porém embasado em contexto e citações verídicos) ocorrido na cozinha do Mosteiro São José - o primeiro fundado por Teresa, em 1562 -, entre a Santa e um inquisidor (sim, estamos falando dos tempos da Inquisição!) incumbido de aferir a veracidade das acusações contra ela, envolvendo, entre outras coisas, suas visões místicas controversas.

O que dizer da obra? 
O que dizer daqueles pouco mais de 60 minutos em que fui tomada por um êxtase diante de diálogos tão bem interpretados? 
O que dizer de 2 atores que, em poucos minutos, conseguiram traduzir toda a tensão de um (belíssimo) embate entre distintas percepções do mesmo Deus?



Não há o que dizer.

Ao final, minha língua também estava em pedaços, incapaz de tecer qualquer tipo de comentário. Só me restaram as lágrimas, as mãos trêmulas e, sobretudo, a imensa gratidão a Deus por deixar-se revelar, de forma tão estupenda, nesses dois personagens reais, concretos, históricos, e profundamente - cada um a seu modo - comprometidos com a busca pela Verdade!!!!

SE VOCÊ ESTIVER EM BRASÍLIA ATÉ O PRÓXIMO DIA 12 DE JUNHO, 
CORRA E COMPRE SEU INGRESSO!

É sério... Não perca essa chance!

Como disse o próprio autor, 
"Teresa é necessária. Seu interesse para os dias atuais independe de crença. Mesmo um ateu, que não acredita em sua mística, pode se sentir fascinado pelo ser humano de Teresa. Pode e deve sentir-se tocado por essa personagem. E sempre será menos importante o que dizemos sobre Teresa do que ela possa dizer sobre nós."

terça-feira, 24 de maio de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - abril 2016


Helowwwwwwwwww, pessoas que leem!
Dando continuidade ao post de ontem, venho falar - agora - do kit de ABRIL, 
com o espetacular STONER
do norte-americano John Willians!


O que dizer desse livro????
Sabe aquela obra em que o personagem principal, que dá o título ao livro, não tem absolutamente nada de extraordinário? Nenhum feito heroico, nenhuma intervenção social memorável... Muito pelo contrário: o que vemos ao longo de toda a obra, é um homem que se poderia considerar, até mesmo, abaixo do mediano em termos de pujança, garra, força de vontade, determinação... Alguém cuja apatia face aos acontecimentos que se lhe impõem chega a dar nos nervos, tantas vezes. E foi precisamente aí que o livro me ganhou em cheio!!!! Porque, em várias ocasiões, eu tive vontade de bater no Stoner! Bater, de verdade. Esmurrá-lo para que ele "acordasse para a vida" e fizesse algo por si mesmo! 
Mas, no fundo, bem no fundo, eu sabia que estava incomodada não era com o Stoner, e - sim - com o fato de que, guardadas as devidas proporções e resguardadas as óbvias diferenças contextuais, em vários momentos, também eu me "vi" naquele homem que, tantas vezes, simplesmente... se deixa levar pela vida, sem muitos questionamentos. E essa "descoberta de mim mesma" em algumas entrelinhas foi um baque. Um choque. 
Mas foi maravilhoso!
A obra é absurdamente bem escrita. 
É direta. Não tem frufrus ou rodeios. É cirúrgica. 
No entanto, é pura poesia. 
Stoner me cativou para sempre!

Avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐

Considerações da própria curadora (quem o indicou à TAG),
Letícia Wierzchowski
(a autora de "A Casa das 7 Mulheres", que eu aaaaaaaaaamo!!!):


E, como dizer que o Stoner morre ao final não é nenhum spoiler (a notícia é dada logo nas primeiras frases do livro),  não vejo nenhum mal em reproduzir, aqui, o último parágrafo da obra.
No entantoooooooooo,
Se você pretende ler a obra, mas não quer tomar conhecimento - agora - de suas últimas palavras...


kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Se não... Vamos lá:
"Os dedos relaxaram, e o livro que seguravam se moveu lentamente e depois rapidamente ao longo do corpo imóvel, caindo, por fim, no silêncio do quarto."

segunda-feira, 23 de maio de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - janeiro / fevereiro / março 2016


Entããããããããããããããããão....
Passados quase 4 (quaaaaaaaaatro) longos A-N-O-S
(caramba, na última postagem, eu ainda era solteira... kkkkkkkkkkkk),
eu tirei a poeira e as teias de aranha aqui do mistureba e... VOLTEI!!!!

Eitcha!!!

Ok, além da saudade, voltei por conta de uma novidade beeeeeeeem legal: através de vídeos de canais literários que acompanho no youtube, eu já ouvira falar, desde 2014, de uma tal TAG - Experiências Literárias, que é uma espécie de "clube do livro" ao qual você se associa pagando R$ 69,90 por mês e recebe um kit (também mensal) composto por um livro, uma revistinha, um marcador e algum mimo (presentinho). O livro, que vem num box colecionável, é indicado por um curador previamente convidado pela equipe da TAG, alguém de renome no cenário literário, cultural, filosófico ou artístico... Enfim, alguém que a TAG imagina que possa dar uma boa indicação de leitura... kkkkkkkkkkkk

E, finalmente, eu me associei agora em março! Mas, ao pedir o primeiro kit, o de março mesmo, resolvi solicitar - também - os de janeiro e fevereiro deste ano, para, ao final de 2016, ter toda a coleção completinha (coisa de quem tem TOC, eu sei!).

E, em 17/03, os 3 primeiros kits chegaram juntinhos!!! Seguem as fotinhos das crianças:

*Livro de janeiro/2016 - O SEMINARISTA
Avaliação pessoal: 
⭐⭐⭐
Motivo: o enredo é bem legal, a história super dinâmica e fluida, mas o exagero de termos chulos me incomodou bastante. E não se trata de puritanismo. Meus livros favoritos abordam, muitas vezes, temas super espinhosos, como incesto a pedofilia, por exemplo. Então, definitivamente, o problema, para mim, não está no "explícito" da coisa; está no como esse "explícito" é apresentado.

**********
*Livro de fevereiro/2016 - DESONRA
Avaliação pessoal: 
⭐⭐⭐⭐⭐
Motivo: que livro é esseeeeeeeee???? Que história é essaaaaaaaaaa? Que personagens são esseeeeeeeeees? Vou demorar uma vida toda para captar a complexidade desta obra, que é, nada mais nada menos, do que um soco no estômago! E eu, que ainda não havia lido nada de nenhum autor sul-africano, fiquei absolutamente rendida aos encantos do Coetzee!
Ah, ele foi adaptado para o cinema!
Segue o trailer (o filme também está genial!!!):

**********
*Livro de março/2016 - A IMPROVÁVEL JORNADA DE HAROLD FRY
Avaliação pessoal:
 ⭐⭐⭐⭐
Motivo: um pouco fofo demais para mim. Mas, é inegável, há muitas reflexões que se podem tirar da leitura (que é bastante agradável, embora, às vezes, um pouco amarrada).

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*Marcadores dos 3 kits

*Revistinhas dos 3 kits

*Mimos dos 3 kits

*Meu presentinho favorito!!!!
Vamos combinar: a minha caraaaaaaa! kkkkkkkk
Marcador extra - edição de janeiro/2016

* Box colecionáveis dos 3 kits

Então... Só esclarecendo melhor: comecei pelo de março mesmo porque, a cada mês, são criados novos grupos no facebook, para a discussão do material, e, claro, se eu começasse pelo de janeiro, poderia ficar em desvantagem em relação aos outros participantes. Mas a leitura foi muito rápida e, quando chegou o kit de abril (que será tema do próximo post), eu já estava finalizando tudo (os 3 livros).

Bem, vamos às minhas conclusões, agora sobre essa nova experiência de leitura, caso alguém esteja pensando em entrar para o "clube":

a) o valor da assinatura mensal não é pequeno. Se considerarmos que conseguimos comprar livros muuuuuuuuuito baratos nas promoções do Submarino ou da Saraiva, por exemplo, com esse mesmo montante podemos adquirir - por baixo - uns 3 livros.

b) Maaaaaaaaaaaaaaaas (o que seria da vida sem o mas?), ao receber o kit, você não está recebendo somente o kit (com a revistinha e os mimos), você está recebendo uma experiência literária, fruto da indicação de uma obra que, muitas vezes, poderia passar totalmente despercebida numa compra comum, habitual, porque - talvez - não faça parte do teu gênero literário ou do teu autor favorito, o que poderá ser uma agradabilíssima surpresa (como aconteceu comigo!)

c) Então, resumindo, eu SUPER INDICO a empresa (que é bastante séria e cuidadosa!) e, obviamente, a própria experiência em si! E, se você resolver se associar, por favor, ao preencher seus dados, diga que euzinha te indiquei, assim, eu ganho uma eco bag literária linda (e eu sou a louca das eco bags!!!) que eles disponibilizam para os que ajudam na divulgação!!! 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ai, gurias...

... será que isso dá certo mesmo???

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A TENTAÇÃO

Pegamos (meu noivo e eu) um cineminha ontem,
depois do trabalho,

THE LEDGE:
"Nesse thriller focado em uma corrida contra o tempo, filosofias opostas de dois homens envolvidos em um complicado triângulo amoroso com uma bonita mulher (Liv Tyler) se transformam em uma séria batalha que aborda as forças de vontades desses dois homens. Na trama, o fundamentalista cristão (Patrick Wilson) força o ateu (Charlie Hunnam) a ficar dependurado no topo de um alto edifício. O fundamentalista dá ao ateu uma hora para escolher entre sua a própria vida e a vida de outra pessoa, enquanto um policial (Terrence Howard) tenta convencê-lo a descer do topo desse edifício. Sem acreditar na vida após a morte, seria ele capaz de fazer tal sacrifício? "A Tentação" (The Ledge) é um estudo do amor e da convicção das personalidades envolvidas que nos força a nos perguntar quão longe iríamos por algo em que realmente acreditássemos."
Não sei...
Eu gostei.
Bastante.
Mas, mesmo assim, 
saí com a sensação de que "faltou algo"...
Mas não sei dizer exatamente o quê...
Enfim...
VALE A PENA!!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A missão do gerente de recursos humanos

Há um tempinho que eu queria locar o último do israelense Eran Riklis,
o mesmo de A NOIVA SÍRIA
e LEMON TREE, lembram?

Então, finalmente, neste findi,
conseguimos assisti-lo (amore e euzinha)!!!!

The Human Resources Manager:
"O Gerente de RH da maior empresa panificadora de Jerusalém está com problemas. Ele se separou da mulher, quase não vê a filha e está preso em um trabalho que odeia. Quando uma de suas funcionárias morre em um atentado terrorista, ele é chamado de insensível e desumano. Ele então embarca em uma missão, começando pelas místicas ruas de Jerusalém até as terras geladas da Romênia. O Gerente acaba guiando um estranho comboio até o vilarejo da mulher morta, onde encontra seu filho rebelde, um jornalista determinado a arruiná-lo, um motorista já veterano e um caixão. Longe de casa, em buscar de honrar uma mulher que ele nem conhecia mas que começa a crescer dentro dele. O Gerente encontra sua própria humanidade, e a habilidade de realmente se importar com o material humano."
Confesso que, dos 3, foi o de que menos gostei...
O que não significa que não seja ótimo!!!
;)
Mais uma vez, ele aborda os entraves da burocracia.
Mas, desta vez, o contexto foi mais "universal": uma situação que, embora bizarra, poderia ser vivenciada em qualquer país, o que é bem diferente dos anteriormente citados, em que o foco é Israel e suas fronteiras...
Mas, mesmo assim,
SUPER RECOMENDADO!!!
;)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Aos meus "setentões" favoritos...

... a minha singela homenagem!

Sim, neste ano,
4 dos meus mais queridos compositores e cantores 
fizeram (ou farão) aniversário de 70 aninhos!!!

Em junho, foi a vez de GIL!
E, aqui, DRÃO, a minha favorita dele,
sem a menor sombra de dúvida:
"Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura..."

Agora, nesta semana (07 de agosto!), o lindo CAETANO,
de quem foi muuuuuuuuuuito difícil escolher
uma única música "favorita"...
Então, aqui, a preferida
(sem ser de trilha de filme),
VOCÊ É LINDA:
"Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara..."

E, agora, as minhas 2 queridinhas,
de trilhas sonoras:
01. Do filme Lisbela e o Prisioneiro,
VOCÊ NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECER:
"...Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho..."

02. Do filme Romance,
NOSSO ESTRANHO AMOR:
"...Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor."

Seguindo 2012, em outubro,
teremos o niver de MILTON NASCIMENTO!!!
E, vamos, então, de TRAVESSIA:
"...Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver..."

E, por fim, em novembro,
será a vez de dar parabéns a PAULINHO DA VIOLA!!!
*Um verdadeiro gentleman,
de quem eu já tive o prazer de estar num show!
;)
TIMONEIRO, minha favoritíssima:
"...Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar..."

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aniversário de 1 mês...

Carácoles...
Eu havia brincado que, "pelo andar da carruagem",
eu iria ficar 1 mês sem postar e...
Ô, BOCA MALDITA!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Credo...
Pois é...
este blog está, há exatamente 1 mês, sem nenhuma postagem...

Desculpem-me.
Sinto falta daqui. Mesmo. De compartilhar com vocês os 250 filmes da semana (kkkkk), os 35 livros do mês (kkkkkkk) e, sei lá, os 1547 vídeos, receitas, crônicas, dicas de produtinhos etc...
Mas tenho aprendido, a duras penas, a respeitar os tempos...
Há um tempo para tudo debaixo do céu,
já dizia o Eclesiastes.
E, neste tempo, não tenho tido muito tempo (trocadilho ridículo... kkkkkkkkk), essa é a verdade.
Ou, talvez, não o esteja administrando bem
(ok, deve ser mais isso mesmo... kkkkkkkkkkk).
De qualquer forma, continuo na área, tá?
;)

E, para não perder o costume, aí vão os 2 últimos filmes assistidos, o primeiro - no cinema - com o meu amor, e o segundo, em DVD:

A animação
A ERA DO GELO 4 (Ice Age 4):
MUUUUUUUUUUUUITO BOM!!!!
AMEEEEEEEEEEEI!!!
A chegada da avó do Sid é a melhor parte!!!
*Preciso assistir ao 3o...
;)

O russo
A MENINA (Flickan):
É O TÍPICO FILME "CULT",
QUE EU ADORO!!!
A história de uma menina, de 10 anos, que é deixada em casa por seus pais (que vão em missão à África), aos cuidados de uma tia. Só que a tia, de hábitos não muito ortodoxos, vai velejar com o namorado e a menina resolve tomar conta de si mesma, sozinha. Nada de muito extraordinário acontece, mas, acreditem, o filme é absolutamente envolvente!

Bem... é isso!!!
"Beijo, me liga!"
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 9 de julho de 2012

8 últimos filmitchos!!!

Gente, perdão...
Ando bastante relapsa com o blog, eu sei...
:(
Mas...
já estou reorganizando minha agenda!!!
E espero voltar, loooooooooogo, 
às postagens mais frequentes!!!
;)

Então, sem mais delongas,
vamos aos últimos 8 últimos filminhos assistidos (DVDs):

DÚVIDA
(Doubt)
O ano é 1964 e o cenário é a escola St. Nicholas, no Bronx. O vibrante e carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), vem tentando acabar com os rígidos costumes da escola, que há muito são guardados e seguidos ferozmente pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), a diretora com mãos de aço que acredita no poder do medo e da disciplina. Os ventos das mudanças políticas sopram pela comunidade e, de fato, a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a irmã James (Amy Adams), uma freira inocente e esperançosa conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, induzida pela culpa, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma cruzada para descobrir a verdade e banir o padre da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn, uma batalha que ameaça dividir a Igreja e a escola com consequências devastadoras.
UM DOS MEUS FILMES FAVORITOS EM TERMOS DE ADEQUAÇÃO DO TÍTULO À OBRA.
FOI A 3a VEZ QUE O ASSISTI,
E, TAMBÉM DESTA VEZ,
MANTIVE A MESMA OPINIÃO ORIGINAL
(a de que NÃO houve pedofilia no caso em questão)...
***

A trilogia de A PROFECIA
(The Omen):
Damien, o personagem principal, é o filho do demônio.
A primeira parte contempla os primeiros cinco anos de vida de Damien; a segunda acompanha a sua adolescência; e a terceira completa a saga do personagem, já com 32 anos, interpretado por Sam Neill.
O PRIMEIRO É FANTÁSTICO!
O SEGUNDO É BOM!
O TERCEIRO TEM UMAS CENAS BEEEEEEEEEM TOSCAS...
:(
Agora, a trilha sonora (Ave Satani) é de arrepiar!
***

NOSSA VIDA SEM GRACE
(Grace is gone)
John Cusack interpreta um pai que perde o rumo na vida quando sua mulher é morta em serviço no Iraque. Sem forças para contar o ocorrido para as filhas, ele as leva em uma viagem até um parque de diversões. Sabendo que a diversão não pode durar pra sempre, ele luta para encontrar as palavras que vão mudar as vidas de suas filhas.
LINDOOOOOOOOOOOOOOO!!!
DE UMA SENSIBILIDADE INCRÍVEL!
SUPER RECOMENDADO!
***

SOBREVIVENDO COM LOBOS
(Survivre Avec Les Loups)
1942, Bruxelas. A menina Misha, de sete anos de idade, começa uma viagem desesperada para escapar dos nazistas e encontrar seus pais. Sozinha, traumatizada, terrivelmente vulnerável, sua salvação chaga de forma de uma família de lobos, que a adota. Um amor único e poderoso se desenvolve gradualmente entre a menina e seus protetores. Misha passa por muitos episódios – alguns trágicos, alguns engraçados – mas todos intensamente comoventes. Os lobos vão ajudar a menina a sobreviver e dar-lhe forças para continuar sua missão.
EMBASADO EM FATOS REAIS!
UMA HISTÓRIA REALMENTE IMPRESSIONANTE!
OUTRO SUPER RECOMENDADO!!!
***

127 HORAS
(127 Hours)
Baseado na história real de como alpinista Aron Ralston lutou para salvar a própria vida após um acidente. Em maio de 2003, Aron (vivido por James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão. Dirigido por Danny Boyle, o longa conquistou seis indicações ao Oscar.
MUITO BOM!!!
***

ALEXANDRIA
(Agora)
Sob o domínio Romano, a cidade de Alexandria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e Cristãos disputam a soberaniapolítica, econômica e religiosa da cidade. Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia (Rachel Weisz) lidera um grupo de discipulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Dois deles disputam o seu amor: o prefeito Orestes (Oscar Isaac) e o jovem escravo Davus (Max Minghella). Entretanto, Hypatia terá que arriscar s sua vida em uma batalha histórica que mudará o destino da humanidade.
FOTOGRAFIA EXCELENTE!
MAS... ALTAMENTE TENDENCIOSO...
:(
*Obs.: as sinopses foram extraídas do INTERFILMES.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

2 últimos filminhos!!!

Então...
No último sábado,
assistimos (meu amor, meus primos e uma amiga),
na casa da minha madrinha,
o suspense
A CASA DOS SONHOS (Dream House):
"Em 'A Casa dos Sonhos', o bem-sucedido editor Will Atenton (Craig) deixa seu emprego de importante executivo em Manhattan e se muda com a esposa e duas filhas para uma charmosa cidade da Nova Inglaterra. Mas, à medida que vão se adaptando à sua nova vida, eles descobrem que seu lar perfeito foi o local do assassinato de uma mãe e seus filhos. E a cidade inteira acredita que foi pelas mãos do marido que sobreviveu. Quando Will investiga, ele não tem certeza se está começando a ver fantasmas ou se a história trágica está chegando perto demais da sua casa. Suas únicas pistas vêm de Ann Paterson (Watts), uma misteriosa vizinha que conhecia os que foram assassinados a tiros. E ao juntar as peças do sinistro quebra-cabeça, Will e Ann precisam descobrir quem matou a família que morou na casa dos sonhos de Will, antes que o criminoso volte para matar outra vez."
BEEEEEEEEEEEEEEEM LEGAL!!!
No início, parece meio enfadonho, paradão, mas, depois... afff... a coisa vai ficando séria (kkkkk).
Só não curti muito o final...
Mas... tudo bem...
;)

E, no sábado, com my love, assisti O MISTÉRIO DE GRACE (Grace):
PENSOU NUM FILME TOSCO?
AGORA, MULTIPLIQUE POR 10.
Affff...
85 minutos perdidos na minha vida...
:/

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Volteeeeeeeeeeeeei!!!!


Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeem,
caramba, praticamente 01 mês sem postar aqui...
Afff...
E eu nem havia me dado conta
de que passara tanto tempo...
:(
É que muitas coisas aconteceram (QUASE todas ótimas, graças a Deus, incluindo a chegada do meu noivo!!!) e, por isso, acabei ficando sem tempo de atualizar o blog...
Mas, entre as coisas não ótimas, está que...
MEU APARELHO DE DVD FOI PARA O BREJO...
Ninguém merece.
:((

Por isso, vamos às atualizações, infelizmente com apenas 1 filmitcho assistido... Mas com 2 livros lidos!!!!

O filme foi o israelense
PECADO DA CARNE (Einaym Pkuhot):
"Num bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém, pai de quatro filhos tem sua vida mudada completamente com a chegada do jovem estudante Ezri. Ambos começam a passar tempo juntos, e por períodos cada vez maiores, levando Aaron a ser imediatamente discriminado em sua comunidade."
ATENÇÃO:
não é uma filme para uma "leitura" superficial.
Deve ser assistido à luz de sentimentos e tradições religiosas/familiares que podem ser seriamente abaladas e/ou destruídas por enganos (de ambos os envolvidos).
DENSO!
INTERPRETAÇÕES NOTA 10!!!
**

O primeiro livro,
que peguei emprestado com um amigo,
foi QUO VADIS - ROMANCE DO TEMPO DE NERO:
EXCELENTE PARA QUEM CURTE
ROMANCES ÉPICOS (e longos: 552 páginas)!!!
SUPER RECOMENDADO!!!
"Henryk Sienkiewicz, escritor polonês, apresenta neste livro a Roma dos Césares, o contraste entre o paganismo requintado mas gangrenado pelo orgulho e o cristianismo humilde e fervoroso, que cresce entre o egoísmo e o amor. O autor apresenta Nero, em breves traços, descrevendo sua mania de grandeza e todos os seus caprichos cruéis."
*A descrição das torturas sofridas pelos cristãos é impressionante!
**

E o último, bem fininho (só 72 páginas), lido no início desta semana,
foi AMAR OU MORRER -
MÁXIMAS DE SÃO FRANCISCO DE SALES:
A vida de São Francisco de Sales foi relativamente breve, mas vivida com grande intensidade. Da sua figura emana uma impressão de rara plenitude, demonstrada na tranquilidade da sua investigação intelectual, mas também na riqueza dos seus afetos e na «docilidade» dos seus ensinamentos, que tiveram uma grande influência sobre a consciência cristã. Ele encarnou várias das acepções que a palavra «humanidade» pode assumir, tanto hoje como ontem: cultura e cortesia, liberdade e ternura, nobreza e solidariedade. No aspecto, tinha algo da majestade da paisagem em que viveu, conservando também a sua simplicidade e naturalidade. As antigas palavras e imagens com que se expressava ressoam inesperadamente, até aos ouvidos do homem contemporâneo, como uma língua nativa e familiar” (Bento XVI).“Ó almas cristãs! Desejai de bom ânimo, ou morrer, ou amar a Deus, já que viver sem amá-lo é infinitamente pior que a própria morte”: este é o pano de fundo comum à coletânea destas máximas, extraídas da vasta e riquíssima obra de um dos grandes doutores da Igreja. Separadas por temas – caridade, humildade, virtudes, etc. – para facilitar o seu uso como pontos de meditação para a oração pessoal, deixam entrever um pouco da profunda humildade e confiança em Deus que o seu Autor sempre viveu e ensinou.
MUITO BOM!!!
Para ser saboreado!!!
;)