segunda-feira, 3 de outubro de 2011

MANSON SUPERSTAR

Então...
Na última 6a-feira (30/09), na CAIXA CULTURAL, assistimos à peça teatral (com jeitão de musical) MANSON SUPERSTAR, que eu estava aguardando ansiosamente, e que conta a história de Charles Manson, líder da "família Manson", e responsável por orquestrar o crime bárbaro (levado à frente por seus seguidores) que culminou no brutal assassinato de algumas pessoas, incluindo a atriz Sharon Tate, à época (1969), grávida de 8 meses e meio do cineasta Roman Polanski.

E o mais bizarro de se lembrar durante a peça é que, tirando a Sharon e a Susan Atkins (que a matou e bebeu seu sangue), todas as demais pessoas representadas ainda estão vivas, a maioria cumprindo prisão perpétua nos Estados Unidos, incluindo, obviamente, o Manson.

Se alguém ainda "não ligou o nome à pessoa", ou quer saber um pouquinho mais sobre o caso, pode clicar AQUI, neste texto do blog O SERIAL KILLER, do psiquiatra Fernando César.


Mas, o mais impactante, para mim, não são as brutais cenas do assassinato, ou a excelente interpretação do Andrew Knoll; é uma das muitas "célebres" frases do Manson, que, projetada na parede, abre o espetáculo:
"Olhe para baixo, e veja um tolo.
Olhe para cima, e veja um deus.
Olhe diretamente para mim e...
veja você mesmo."
*
Sim, pode não parecer à primeira vista,
mas esta peça é uma baita "catequese".
A "catequese" de onde pode levar a idolatria.
A "catequese" dos limites que a loucura humana pode atingir.
E, principalmente,
a "catequese" de que um daqueles personagens
(ou vários, ou todos)
poderia ser... eu.
"Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine"