quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

30 anos sem Elis...

Ainda falando em "fama e destruição",
eu era beeeeem pequena (5 aninhos),
mas tenho uma vaga lembrança da notícia de sua morte, ainda cheia de mistérios, sendo dada, talvez no plantão (com sua musiquinha inconfundivelmente assustadora) ou em algum dos jornais da Globo...
Enfim...
Meus pais nunca foram fãs dela.
Julgavam-na meio "maluca".
Talvez hoje, adequando-se a "maluquice" a um termo mais "moderno", ela fosse diagnosticada como bipolar (é a impressão que me dá toda vez em que assisto ao DVD do Programa Ensaio, da TV Cultura, exibido em 1973, em que ela vai da euforia à mais completa tristeza, em fração de segundos)...
Não importa.
Importa que para mim, que nunca fui muito fã da convencional "normalidade", desde que comecei a conhecer a MPB, tornou-se uma das minhas cantoras favoritas, com seu sorriso incrível, suas lágrimas sinceras e, principalmente... sua voz e interpretação impressionantes!
*
Na última 6a-feira, o Nelson Motta, em sua coluna (que eu aaaaaaaamo) do Jornal da Globo, antecipou-lhe as homenagens:
E, por fim,
AQUI, um artigo bastante completo sobre sua vida
e as condições de sua morte,
decorrente de uma overdose de álcool e cocaína.
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"Metade de mim é anjo,
a outra metade tsunami.
O conjunto, efeito do momento."
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Descanse em paz, Elis!