sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

2 últimos DVDs...

Então...
Vamos aos 2 últimos DVDs locados:
o primeiro foi o documentário NASCIDOS EM BORDÉIS
vencedor do Oscar em 2005:
"A idéia de salvação pela arte – que anima, por exemplo, o trabalho do AfroReggae nas favelas cariocas – tem uma ilustração eloqüente em Nascidos em Bordéis. Vencedor de um Oscar e do Prêmio do Público no Festival de Sundance em 2005, já lançado em DVD no Brasil, o documentário encontra uma forma hábil, mas não exploratória, de revelar os intestinos de um dos lugares mais dantescos do planeta. A zona de prostituição de Calcutá é um inferno inacessível às câmeras. Para ali penetrar, as norte-americanas Zana Briski e Ross Kauffman pediram às crianças que fotografassem o seu bairro. Mas o filme acabou sendo bem mais que o registro desse processo."
Crítica completa AQUI.
TRAILER AQUI.
EXCELENTE!!!
Lembrou-me, muitíssimo, o nacional ANJOS DO SOL
*
E, depois, o sul-coreano POESIA:
"Fazer um filme poético é uma coisa (não é o caso, talvez nem a intenção do diretor Chang-dong Lee); mas um filme sobre poesia é bem mais complicado. Talvez não seja justo reduzir o longa coreano a essa condição (até por não ser unicamente sobre poesia), porém definir e verbalizar conceitos sobre essa arte tão sutil (e que por natureza dispensa conotações redutoras e didáticas como as que são ditas pela boca de alguns personagens) faz com que o filme seja sobre o assunto, enquanto paradoxalmente mais se afasta de seu significado à medida que discorre sobre ele. Poesia (Shi, 2010) nos coloca na mesma perspectiva de sua personagem central, que a partir de dado momento busca enxergar poesia nos mínimos objetos e nas pequenas coisas. (...)  As aulas de poesia no centro cultural, entretanto, são apenas intervalos na narrativa de horror que beira a existência de Mija. Vítima de Alzheimer, a senhora de idade tem como única companhia o neto do qual é a responsável pelo sustento, que teria abusado sexualmente, junto com outros colegas de escola, de uma menina que se suicidaria pouco depois. A tragédia, como se percebe, não é pequena, mas é como se Chang-dong Lee tivesse consciência de uma lição importante pra todo cineasta, a de que cabe ao artista bom senso para optar entre boas e as más escolhas que residem próximas uma da outra, para logo em seguida burilar o seu material: o coreano não escolhe por mostrar as desgraças que por si só poderiam cinematograficamente resultar em um extremismo estéril e em nada ajudar ao desenvolvimento da narrativa. Chang-dong trilha outro caminho, e a jornada de Mija é suficiente para exprimir o horror que circunda o drama (especialmente no rosto bastante expressivo da atriz que interpreta a personagem). É como se a experiência do estupro sofrido pela menina morta se estendesse e não terminasse mais no corpo ainda vivo da mulher idosa."
Crítica completa AQUI.
TRAILER AQUI.
EXTREMAMENTE SUTIL!
*Até um pouco demais para o meu gosto...
:(