terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

OSCAR 2012

Pois é...
Em relação ao Oscar, tive um ano atípico...
Infelizmente, por uma conjugação de fatores, não consegui assistir a todos os filmes que estavam concorrendo nas principais categorias; não consegui assistir, anteontem, à cerimônia de entrega das estatuetas; e, por fim, só agora estou conseguindo parar, com calma, para ver quem ganhou o quê...
:(
Só me resta, então...
esperar pelo próximo ano!!!
kkkkkkkkkkkkk
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Enfim... Resumindo a ópera:
01. Fiquei feliz com o fato de O ARTISTA ter ganho o de melhor filme. Não o assisti, mas ainda vou!!! Por tudo o que li e vi sobre ele, me pareceu super merecido!
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02. Fiquei super feliz de a MERYL STREEP ter levado a estatueta de melhor atriz pela atuação em A DAMA DE FERRO, e de o filme ter ganho, também, a de maquiagem!!!
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03. Ameeeeeeeei que a OCTAVIA SPENCER de HISTÓRIAS CRUZADAS tenha recebido o Oscar de melhor atriz coadjuvante, e que MEIA-NOITE EM PARIS, do Woody Allen, tenha levado o de melhor roteiro original!!!! Super merecidos!!!!
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04. Uma pena que MILLENIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES tenha recebido apenas uma estatueta, na categoria edição. Na verdade, desde o início, deveria ter concorrido também a filmeator e trilha sonora...
Uma injustiça isso...
:(
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 05. Ok, OS DESCENDENTES levou o de melhor roteiro adaptado. Beleza. Para mim, não fede nem cheira, como dizem por aí... Nunca morri de amores por ele, mas... como também não assisti aos outros que concorriam na mesma categoria, vou me alegrar um pouco, né??? kkkkkkk
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06. Mas... O melhor...
O meeeeeeeeelhor eu tive que deixar por último:
fiquei SUPER HIPER ULTRA MEGA BLASTER FELIZ
por A SEPARAÇÃO ter ganho a estatuetinha
de MELHOR FILME ESTRANGEIRO!!!!
Ameeeeeeeeeeeeeei esse filme!!!!
E, para coroar o acontecimento, eu vou transcrever, na íntegra, a coluna do Zuenir Ventura, publicada, no início deste mês, no Jornal O GLOBO:
Depois de assistir ao extraordinário " A separação", candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro, não há como não pensar em como é complexo e controvertido esse Irã que produz aiatolás, fabrica um tirano como Mahmoud Ahmadinejad e a bomba atômica (supostamente), e cria um regime jurídico que autoriza a morte de adúlteras a pedradas, ao mesmo tempo em que fornece ao mundo um cineasta como esse Asghar Farhadi, que faz parte de um time que já deu ao cinema iraniano centenas de prêmios nos últimos anos e que, apesar disso, é duramente perseguido pelo governo. Só no ano passado cerca de 50 deles foram presos, inclusive a atriz Marzieh Vafamehrha, condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas por interpretar num filme uma jovem que tenta deixar o país por não suportar mais o sufoco político.
Outro condenado, Jafar Panahi, ficou famoso por ter desafiado a proibição de filmar por 20 anos, realizando "Isto não é um filme" em prisão domiciliar, enquanto aguardava a confirmação da sentença de seis anos de detenção. Feito com a ajuda de um amigo também diretor, o "autodocumentário" em que Panahi aparece lendo o roteiro do filme que não pôde fazer, saiu do país num pen drive escondido dentro de um bolo e, levado ao Festival de Cannes, foi aclamado.
"A separação" é diferente. Não é um manifesto político, não denuncia, por exemplo, que a vida de uma mulher no Irã vale legalmente a metade da de um homem, tanto quanto seu testemunho perante um juiz, e nem mostra chibatadas ou execuções a pedradas. Trata-se da história de dois casais, um dos quais de classe média em processo de divórcio: a mulher quer partir com a filha adolescente para um país do Ocidente, mas o homem se recusa a acompanhá-la, alegando a doença do pai, que sofre de Alzheimer. O outro casal entra no episódio por acaso. Há um incidente, um empurrão, um tombo, a morte de um bebê por nascer, e os quatro vão parar num tribunal de pequenas causas, onde se passa grande parte do filme. A conexão entre esses fatos da vida privada e o pano de fundo político, religioso e social do Irã é tecida de maneira sutil, afastando o óbvio e o explícito. O conflito é desenvolvido por meio de diálogos que estabelecem um debate moral e ético entre os personagens. Primoroso do ponto de vista cinematográfico, "A separação" prova que, quando bem feito, um filme sobre cenas do cotidiano doméstico pode ser tão ou mais eficaz politicamente do que um panfleto de claras intenções políticas.
Farhadi explica sua opção comparando o ato de fazer cinema no Irã a uma luta de boxe. Segundo ele, há pugilistas que se movimentam muito, "desferindo golpes a torto e a direito. E há os mais tranquilos, observadores, que esperam o rival baixar a guarda para desfechar seu golpe. Faço parte deste segundo grupo".
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E, para finalizar o tema OSCAR 2012,
vamos de José Simão:
"Oscareta 2012! Perdemos! Prum sapo: 'Música de Os Muppets derrota Rio, de Brown'. Ah, não, perder pra sapo? Vamos ter que engolir esse sapo! Pior, perdemos mais um mês de Carnaval na Bahia! Por causa de um sapo! O Oscar foi pro pro brejo! Rarará!
Não teve um maluco pra subir no palco e rasgar o envelope?! E eu tava torcendo pro Carlinhos Brown e pra Meryl Streep! E o Brown ganhou um Oscarajé!
"
:))
kkkkkkkkkkkkkkkk