terça-feira, 27 de março de 2012

VOZ DO ADVOGADO - guia DST + camisinha


O e-mail abaixo foi enviado, por mim,
à COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA DA OAB/DF,
porque, como se não bastasse o carnaval, época do ano em que não se pode sair à rua sem que lhe joguem em cima (literalmente) quilos de preservativos
(e ai de quem se recusar a receber,
que vai virar motivo de zombaria e desrespeito),
agora temos que nos sujeitar a abrir uma REVISTA JURÍDICA
(que nos é enviada compulsoriamente)
e encontrar um singelo "presente":
guia de DST + camisinha...

"From: ****
To: comissoes@oabdf.com
Subject: À: COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA - Assunto: DST
Date: Tue, 27 Mar 2012 10:51:08

Cara Dra. Maria Claudia Azevedo de Araujo
e demais membros da COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA,
bom dia.

Foi com muita surpresa que, ontem, ao receber a VOZ DO ADVOGADO, percebi que havia, dentro da revista, um "pacotinho". Num primeiro momento, fiquei bastante entusiasmada com a possibilidade de ser alguma "amostra grátis" de um novo produto de beleza, ou algo do gênero... Mas, para meu desgosto, o "volume" era a cartilha "Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST", com o adicional de uma "camisinha".

Pois bem, em breves linhas, permitam-me expressar o que penso a respeito do material, enquanto cristã, CATÓLICA, catequista, noiva (e também advogada): se a COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA julga necessária a produção desse tipo de cartilha e, também, a distribuição dos preservativos, que o faça, afinal, vivemos numa sociedade democrática e, mesmo entre as "católicas praticantes", há muitas que utilizam esse tipo de produtos. Cada um(a) responde por seus atos. No entanto, sugiro que as cartilhas e as toneladas de camisinhas fiquem na sede da OAB, à disposição de quem as queira. Porque a mim não me agrada, em nada, receber, compulsoriamente, instruções que são contrárias à minha fé e ao meu modo de vida, do tipo "o principal modo de evitar as DST é usar corretamente a camisinha masculina e/ou a feminina nas relações sexuais", quando creio, firmemente, que o principal modo de evitar as DST é a fidelidade conjugal e a responsabilidade sexual vivida dentro de um matrimônio monogâmico e respeitoso, e não a utilização de uma "borracha" qualquer que, além de tudo, faz com que os parceiros se fechem à vida, construindo um relacionamento egoísta (e, algumas vezes, até prosmícuo), que despreza o caráter unitivo e procriativo da relação sexual. E me desagrada, ainda mais, receber uma camisinha de "presente". Com o perdão da palavra forte (porém oportuna e necessária), senti-me ultrajada com o "regalo", embora saiba que essa não foi a intenção da comissão. E, por isso mesmo, ou seja, até para que as colegas tomem conhecimento de que nem sempre as posturas adotadas são, de fato, bem recebidas por TODAS as advogadas, resolvi enviar-lhes este e-mail que, o sei, deve ser, apenas, um grito solitário na contramão de tantas outras mensagens (certamente elogiosas à iniciativa). Mas é o meu grito solitário. E é o exercício da minha liberdade de expressão.

Abraços sinceros,
Janaína Cordeiro de Moura"
NINGUÉM MERECE...
ESSAS COISAS
REALMENTE ME IRRITAM.
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