quarta-feira, 11 de abril de 2012

ABORTO DE ANENCÉFALOS...

Acontece, neste exato momento, no STF, o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 54, ajuizada em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que defende a descriminalização da "antecipação terapêutica do parto" em caso de gravidez de feto anencéfalo.

Ok: ABORTO está sendo tratado como "antecipação terapêutica do parto", um nome bonito para uma ação abominável, como postei, há poucos minutos, em meu facebook...

Não, não posso compactuar com isso!
Unamo-nos, mesmo que à distância, à VIGÍLIA DE ORAÇÃO que está sendo feita in loco (bem em frente ao STF, desde ontem à noite)!!!

E, como um INCENTIVO aos que podem estar caindo nos enganos do demônio quanto à gestação de uma "aberração" (nome cruel que tem sido utilizado, tantas vezes), transcrevo, abaixo, as palavras de MÁRCIA TOMINAGA (que já tive o prazer de conhecer pessoalmente), mãe de um bebê anencéfalo (Felipe), hoje no céu!

*Ah, grifei algumas partes, tá?

"[...] nós tivemos um filho, que não era, nem viria a ser, como costumam ser mostradas as crianças nos filmes e nas propagandas de TV. Também não era como nós imaginávamos que deveria ser. Mas era perfeito.
Isso pode parecer um absurdo. Só que não é. Com o tempo, fomos descobrindo que a natureza é muito mais sábia do que nós. Após um primeiro momento de surpresa e dor, aprendemos a querer bem aquela criança, exatamente como ela era. Aquela criança que estava dentro da barriga da mamãe, e que provavelmente somente teria a experiência de vida sob este ângulo. Não conheceria o mundo do lado de fora, como nós conhecemos, e não teria a oportunidade de experimentar tantas coisas que, julgávamos, seria essencial para a realização de qualquer ser humano.
De fato, assim ocorreu, e, vinte minutos após o parto – um parto normal, sem qualquer complicação – a vida de nosso filho, entre nós, terminou.
(Como somos católicos, foi batizado na sala de parto, pelo próprio médico)
E então, se ele não pode experimentar nada do que, em geral, se deseja experimentar nesta vida, se não pode apreciar o sabor de um bom prato de comida, nem se divertir em um parquinho, nem crescer e andar de bicicleta, conhecer o mar, namorar, casar, envelhecer… então, que sentido teve esta gravidez – aliás, mais precisamente, que sentido teve a existência desta criança? Talvez, exatamente o mesmo sentido da nossa. Ou alguém pensa seriamente que existimos para comer, ou, de qualquer forma, para sentir prazer, ou para acumular experiências? Não, no fundo de nosso coração, sabemos que não é isso. Podemos não conseguir desvendar exatamente por que existimos, para quê estamos vivos. Mas é óbvio que é para algo maior.
A vida não é apenas para ser “curtida”: é para ser venerada, respeitada, contemplada. Cada vida humana é única, e, se não sabemos seu sentido, ao menos vislumbramos que tenha algum, que cada pessoa deve buscar por conta própria. Não conhecer a missão de uma pessoa neste mundo não significa que ela não a tenha. Simplesmente, revela que nós somos limitados, e não podemos compreender tudo. Em relação a muitas coisas, apenas podemos contemplar, e tentar aprender com os fatos da vida.
Felipe, nosso filho, tinha uma missão. Diferente da nossa, diferente da missão dos filhos de nossos amigos. E a realizou durante sua vida – aos nossos olhos dura – dentro da barriga da mãe; e a realizou também, por alguns minutos, ao nosso lado. Não compreendemos muitas coisas (embora, hoje, alguns pontos comecem a fazer sentido). Apenas sabemos que ele faleceu, deixando-nos, e que é muito bom, quando sentimos saudades, poder ir ao local onde está sepultado e fazer nossas orações.
Cabe, aqui, abrirmos um parêntese. Sabemos que, se a vida fosse apenas isto que tocamos, reduzindo tudo à matéria, esta ação de orar seria ridícula. Só que ridículo seria viver, se assim fosse! O homem pode ser uma incógnita: mas com certeza, é uma incógnita que transcende à pura matéria.
Com nosso filho – perfeito, para a missão a qual tinha que cumprir neste mundo – aprendemos a amar mais seu irmão mais velho, que hoje tem três anos. Aprendemos a crescer no amor mútuo, muito mais, e a receber com imenso carinho, há pouco mais de um mês, a seu irmão mais novo, que nasceu com muita saúde no dia nove de junho.
Em relação ao filho anencéfalo, embora sua vida possa terminar em breve, enquanto seu coração estiver batendo, estamos convictos de que estará lutando para cumprir sua missão. Dói a qualquer pai e a qualquer mãe não poder ajudar seu filho. E, nesta situação concreta, temos experiência de que esta dor é intensa. Mas daí a querer desrespeitar a existência do próprio filho, a diferença é monumental. Será que, após alguns anos, será fácil conviver com a lembrança de se ter agido desta forma? Porque ninguém pode esquecer um filho, por mais breve ou incompreensível que tenha sido sua vida…
[...] perdoem-nos os cientistas, mas, pela nossa experiência, é completamente absurdo “apoiar” uma mãe que, ao saber que seu filho é – ou virá a ser – anencéfalo, cogite eliminar esta frágil existência. Tão absurdo como auxiliá-la a cometer suicídio, se assim ela solicitasse. Não, nem se pode ajudá-la a se matar, nem a matar sua criança. Nos dois casos, é gritante a mensagem: a mãe está pedindo ajuda!
Nós lembramos com freqüência do Felipe. E ficamos felizes com isso. Já tínhamos ouvido dizer que, quando se descobre que um filho tem qualquer anormalidade mental, a princípio se sofre muito, mas com o passar do tempo, se descobre que este filho – que dá bastante trabalho… – é o que se ama de forma mais especial. Hoje, sem deixar de termos muitíssimo carinho pelos dois pequenos rapazes de nossa casa, é com estranha leveza que descobrimos que o mesmo se aplica no caso do Felipe.
Não é razoável buscar compreender aquilo que não podemos compreender. Mas é sempre possível contemplar o mistério da vida, e venerá-la, e respeitá-la, por mais contrária que seja aos nossos interesses pessoais. Afinal, um filho não pode ser concebido apenas para satisfazer aos sonhos ou caprichos dos pais: nós é que devemos saber sacrificarmo-nos para dar-lhe condições de cumprir bem sua missão. Seja ela qual for.
Mães, não se deixem enganar! Pais, sejam valentes! Sabemos que há momentos em que se precisa de ajuda. Quando chegar esta hora, lembrem-se de nós. Lembrem-se do Felipe. E lembrem-se de seu irmão caçula, que hoje chora forte como qualquer criança que tenha um mês de vida, que mama muito, e que sorri. Se hoje este caçula existe, podem ter certeza de que foi graças à conclusão natural da gravidez anterior, sem qualquer tipo de intervenção para eliminar a vida do Felipe.
Passar por esta experiência exige sacrifício. Amar exige sacrifício. Mas garantimos que não deixa qualquer tipo de trauma. Se ainda houver uma sombra de dúvida, tentem conversar um pouco com pessoas que tenham realizado um aborto, ou que tenham tentado seriamente realizá-lo. Depois, procurem por nós, e tirem suas próprias conclusões. Será um prazer podermos conversar pessoalmente. Na esperança de que tenhamos conseguido ajudar, aqui nos despedimos."

GENTE, A HORA É AGORA!
OU IMPLORAMOS O SOCORRO DIVINO AGORA,
OU O JULGAMENTO SERÁ FAVORÁVEL...
:(

UPDATE:
vídeo com outra experiência,
a da VITÓRIA, hoje com 2 anos,
surpreendendo a medicina: