terça-feira, 24 de maio de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - abril 2016


Helowwwwwwwwww, pessoas que leem!
Dando continuidade ao post de ontem, venho falar - agora - do kit de ABRIL, 
com o espetacular STONER
do norte-americano John Willians!


O que dizer desse livro????
Sabe aquela obra em que o personagem principal, que dá o título ao livro, não tem absolutamente nada de extraordinário? Nenhum feito heroico, nenhuma intervenção social memorável... Muito pelo contrário: o que vemos ao longo de toda a obra, é um homem que se poderia considerar, até mesmo, abaixo do mediano em termos de pujança, garra, força de vontade, determinação... Alguém cuja apatia face aos acontecimentos que se lhe impõem chega a dar nos nervos, tantas vezes. E foi precisamente aí que o livro me ganhou em cheio!!!! Porque, em várias ocasiões, eu tive vontade de bater no Stoner! Bater, de verdade. Esmurrá-lo para que ele "acordasse para a vida" e fizesse algo por si mesmo! 
Mas, no fundo, bem no fundo, eu sabia que estava incomodada não era com o Stoner, e - sim - com o fato de que, guardadas as devidas proporções e resguardadas as óbvias diferenças contextuais, em vários momentos, também eu me "vi" naquele homem que, tantas vezes, simplesmente... se deixa levar pela vida, sem muitos questionamentos. E essa "descoberta de mim mesma" em algumas entrelinhas foi um baque. Um choque. 
Mas foi maravilhoso!
A obra é absurdamente bem escrita. 
É direta. Não tem frufrus ou rodeios. É cirúrgica. 
No entanto, é pura poesia. 
Stoner me cativou para sempre!

Avaliação pessoal:
⭐⭐⭐⭐⭐

Considerações da própria curadora (quem o indicou à TAG),
Letícia Wierzchowski
(a autora de "A Casa das 7 Mulheres", que eu aaaaaaaaaamo!!!):


E, como dizer que o Stoner morre ao final não é nenhum spoiler (a notícia é dada logo nas primeiras frases do livro),  não vejo nenhum mal em reproduzir, aqui, o último parágrafo da obra.
No entantoooooooooo,
Se você pretende ler a obra, mas não quer tomar conhecimento - agora - de suas últimas palavras...


kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Se não... Vamos lá:
"Os dedos relaxaram, e o livro que seguravam se moveu lentamente e depois rapidamente ao longo do corpo imóvel, caindo, por fim, no silêncio do quarto."