segunda-feira, 17 de outubro de 2016

TAG - EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS - setembro 2016

Passemos, sem mais delongas, ao livro que recebi da TAG –EXPERIÊNCIAS LITERÁRIAS em setembro, que foi o PADDY CLARKE HA HA HA (sinopse AQUI), do irlandês Roddy Doyle, do qual eu nunca havia lido nada (na verdade, em minha ignorância, eu nunca nem havia ouvido falar dele).

Bem, este foi o kit e os mimos recebidos:
Importante: a foto não é minha.
É da Paola Granzoto, e foi obtida neste post AQUI.

Vamos lá:
o que direi do livro, resumidamente???

 Que...

Sério, desculpem-me os fãs da obra, mas, durante 90% da leitura (e eu estou sendo legal!), fiquei oscilando entre o questionamento do porquê de esta obra ter sido agraciada com o Booker Prizer (em 1993) e a imensa vontade de cortar os pulsos devolvê-la para a estante de uma vez por todas...


O livro é ruim? Lógico que não.
Eu que não me identifiquei em nada com ele. 

Vou explicar...
E, agora, vêm os SPOILERS
Se você não curte isso, 
VAZE DAQUI ENQUANTO É TEMPO!!!!

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Ficou?
Beleza!
Então, sigamos: num primeiro momento, imaginei que a falta de empatia se desse pelo fato de que eu fui uma menina, filha única de pais que jamais se separaram e que, muito diferente do protagonista, nessa idade dele, nunca tive permissão para brincar na rua com meus amigos, e, portanto, minha experiência infantil, de um modo geral, foi absurdamente diversa da dele. 

Siiiiiiiiiiim.... 
Mas a verdade é que, por exemplo, eu também nunca esquartejei ninguém, nem matei nenhuma criatura com requintes de crueldade e....
ADORO livros de psicopatas e afins!!!!
Sendo assim, o fato de eu não ter experimentado a maior parte das situações descritas na obra, definitivamente, não foi o motivo para eu ter tido tanta vontade de....


A narrativa é confusa. Muito confusa. Desesperadamente confusa. Tá, eu sei: é o relato de uma criança e isso tem que ficar claro. E crianças são confusas. Ok, eu também sou confusa. Mas isso não vem ao caso.  Se, ao menos, tivéssemos capítulos situando o leitor numa mínima “cronologia”, já teria ajudado. Mas não. A coisa é toda jogada. As informações são frenéticas. E você tem que ficar muuuuuuuuuuuuito atento para, em meio ao um mar de informações inúteis e caóticas, “fisgar” as “iscas” que o autor vai jogando acerca do desgaste do relacionamento dos pais, cuja separação é confirmada ao final do livro.

E essa foi a única parte do livro que realmente me tocou: a constatação, paulatina e irreversível, por parte do Paddy, de que algo de muito errado estava acontecendo no relacionamento dos seus pais (incluindo até agressões físicas), e a sua total impotência diante disso, o que o levou, ao final, a tentar aproximar-se de seu irmão mais novo que, àquelas alturas, depois de ter sido tão maltratado pelas “brincadeiras” do protagonista, já não confiava em suas recentes demonstrações de afeto e havia se tornado um menino ainda mais fechado e solitário.

A premissa do livro foi genial, e isso é inegável: a vida cotidiana narrada por uma criança, sob a sua perspectiva. Os adultos existem e suas ações são comentadas por essa criança. Mas, em nenhum momento, temos o posicionamento deles na trama. Tudo é visto sob o olhar do Paddy. E isso é fascinante. O problema é que esse fascínio, para mim, só ocorreu nas últimas 50 páginas (e, afffffffff, o livro tem mais de 280) e, mesmo assim, em trechos muito pontuais.... 

E mais: se não fossem os comentários de outros leitores, nos grupos de discussão da TAG no facebook, e também alguns vídeos literários que assisti, jamais eu teria levado a leitura até o final. Jamais. E isso me entristece. 

Por fim... Recebi o livro de outubro e estou bastante esperançosa de que a leitura vá fluir novamente, já que os de agosto e setembro me decepcionaram muito. As obras de outubro, novembro e dezembro é que definirão se continuarei, ou não, assinando a TAG em 2017.


Ah, esqueci-me...
Minha avaliação pessoal da obra:
⭐⭐